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12/06/2010 / Marcio Kohara

Coluna (#fail) da semana – iCarros

Esta seria a coluna para ser publicada no iCarros neste meio de semana. Porém, por problemas técnicos (incompetência do blogueiro) não foi enviada na data de publicação. O texto fala sobre o mercado de pilotos da Fórmula 1.

Sem novidades para 2011

Logo no começo da semana (segunda, dia 7), a Red Bull anunciou que renovou o contrato do australiano Mark Webber por mais um ano. E, nesta quarta-feira (9), a Ferrari divulgou a extensão do contrato de Felipe Massa até o fim de 2012. Duas peças-chaves da engrenagem do mercado de pilotos da próxima temporada tem os seus futuros anunciados -e nenhum deles fará a dança das cadeiras começar. É uma tendência ou vimos duas exceções?

Parece ter ficado bem claro que esta é uma tendência. Tanto Webber quanto Massa eram os únicos pilotos que tinham contratos terminando no final desta temporada dentre todas as quatro equipes grandes da categoria -Red Bull, Mclaren, Ferrari e Mercedes-, e eram os elos mais suceptíveis aos rumores.  Os rumores vieram. A saída de Webber da Red Bull era certa e Kimi Raikkonen, que corre no WRC sob as cores da marca dos energéticos, já tinha contrato assinado para 2011 com a equipe. E Massa não tinha melhor sorte, podendo ser substituído por Robert Kubica, Sebastian Vettel ou até mesmo Lewis Hamilton, que estaria desgostoso com a chegada de um companheiro de equipe forte para a sua Mclaren. Pois bem. Nada disso se confirmou. Os resultados vieram -com Webber tendo vencido duas provas e Massa tendo alcançado dois pódios no ano. E a assinatura de contrato de ambos surge para dar fim às especulações que já começavam a pipocar por aí.

O fato é que o mercado deste ano tende a não ter grandes novidades. Há um nome se destacando neste ano. É Robert Kubica, que tem contrato de um ano -renovável por mais um- com a Renault. Porém, o que se diz é que existem cláusulas de performance no contrato do polonês -tipo colocação no Mundial de Construtores, por exemplo- e a Renault as tem cumprido. Assim, quem tem a opção de escolher se quer seguir com a parceria ou não é a Renault -e, obviamente, a equipe vai escolher seguir com o seu primeiro piloto, já que também não existirão outras escolhas melhores no mercado.

O nome de Kimi Raikkonen também foi ventilado para uma volta para a categoria depois de um ano sabático no Mundial de Rali, o WRC. Porém, o finlandês, apesar de ainda não ter alcançado resultados expressivos na categoria, parece muito mais feliz aprendendo a domar os monstros de tração nas quatro rodas do que parecia quando estava entre os primeiros na F-1. O fato é que Kimi foi para o WRC consciente das dificuldades de adaptação à categoria, e, de forma sábia, tem usado este ano como preparação para lutar por vitórias no próximo ano, se aproveitando das mudanças na categoria. A Fórmula 1? É passado.

Mesmo entre as equipes menores, a possibilidade de mudanças parece pequena. Vitaly Petrov tem feito uma temporada regular pela Renault, o que pode facilitar a obtenção de patrocínios e reduzir a exigência financeira da equipe. A classe média do grid -Williams, Force India e Toro Rosso- se não está sorrindo de orelha a orelha com suas duplas, pelo menos também não parece inteiramente decepcionada com elas. Talvez o italiano Vitantonio Liuzzi e o suíço Sebastien Buemi tenham que mostrar mais se quiserem manter seus postos no ano que vem, mas também não são uma decepção completa.

Talvez a coisa fique mais complicada no andar de baixo da categoria. Mas, mesmo assim não parece nada de outro mundo, se considerarmos que estamos apenas completando o primeiro terço de campeonato. Se Lotus e Virgin parecem estáveis, o mesmo não se pode dizer de Sauber e Hispania. A Sauber teve problemas de confiabilidade num momento que esperava aparecer e atrair patrocinadores, não obteve resultados e não se acertou financeiramente. A sorte é que o carro parece mais confiável neste momento da temporada, mas é uma equipe que deve ter nova direção na próxima temporada -os rumores de uma fusão com a ART crescem a cada dia. Já a Hispania… Se não sumir ainda neste ano, o que parece algo bem factível -Bernie Ecclestone disse que a equipe só tem dinheiro para ir até o fim da temporada europeia-, deve ter problemas no ano que vem. Daí, a eleição de duas equipes na concorrência em aberto para a 13ª vaga de equipe da Fórmula 1 para a temporada 2011 -na vaga não ocupada pela USF1- não seria surpresa…

No fim, a tendência é que tenhamos neste final de ano um dos mercados mais frios dos últimos anos, sem mudanças significativas nas duplas de pilotos nos dois principais estratos da categoria -e, no mais baixo, as novidades se resumiriam às vagas abertas pelas entradas de novos donos nas equipes.

A 13ª equipe…

As inscrições estão abertas até o próximo dia 21. Segundo a imprensa europeia, há uma procura considerável, já havendo mais de dez inscritos neste processo. Nomes como Stefan GP -equipe sérvia que participou da última concorrência-, Durango, Epsilon Euskadi, ART -equipes tradicionais nas categorias escola da F1- e a Cypher -mais uma tentativa norte-americana- estariam na disputa. Espera-se que a FIA utilize critérios mais sensatos do que os da última concorrência, sob o risco de banalizar esta forma de escolha…

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