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23/07/2010 / Marcio Kohara

Preview [F1] – GP da Alemanha

Final do Tour de France? Ciclismo? A Fórmula 1 tá chata, mas sinto informar que a etapa parisiense do Tour não vai decidir nada. O Tour deve ser definido em sua penúltima etapa, um contra-relógio entre Bourdeaux e Paulliac, quando o espanhol Alberto Contador deve abrir uma vantagem definitiva sobre o luxemburguês Andy Schleck e terminar com a disputa deste ano. Enfim, ao mesmo tempo, o Campeonato Mundial de Fórmula 1 volta a ativa neste final de semana com o Grande Prêmio da Alemanha. Como tem acontecido nos anos pares, o Grande Prêmio da Alemanha será organizado pelo AvD (Automóvel Clube da Alemanha) e terá como sede o mutilado circuito de Hockenheim.

Mas há motivos para animação. Apesar de não estar no melhor da forma, ver Michael Schumacher em ação é sempre uma atração a mais para que os torcedores alemães compareçam à pista. Sem contar que Schumacher aparecerá defendendo uma equipe alemã, a equipe da casa Mercedes GP, o que pode instigar os sentimentos patrióticos dos tedescos. Além disto, há outro alemão na disputa pelo título -Sebastian Vettel. Se não é tão conhecido como o veterano, pelo menos o jovem pode atrair a torcida que apenas pretende torcer por um pilot que brigue pela vitória. E também estarão na pista Nico Rosberg -que tem batido sistematicamente o hepta-campeão mundial-, Adrian Sutil, Nico Hulkenberg e Timo Glock.

A cidade

Hockenheim é uma pequena vila no estado alemão de Baden-Württemberg. Com 20 mil habitantes, fica situada no famoso vale do Rio Reno, uma das mais importantes vias de transporte da Alemanha. A vila, porém, vive muito em função da pista. Lá existe um museu do circuito desde 1986, que faz com que as atrações dos turistas que chegam aos milhares para acompanhar a corrida. Outras atrações da cidade são a torre d´água da cidade -que completa o seu centenário neste ano e é o cartão postal da cidade-, e igrejas que seguem estilos diferentes: duas católicas -em art noveau e gótico- e uma evangélica -neo barroca.

A pista

Bem, o Hockenheimring já foi o templo da velocidade da Fórmula 1. Lá, nas longas retas circundadas pela floresta negra, os bólidos da categoria alcançavam velocidades absurdas, travando verdadeiras batalhas de vácuo, tirando a prova de quem tinha o motor mais potente da categoria. Um circuito sem muitas frescuras, em que os pilotos tinham que contornar o trecho de curvas lentas da pista -o chamado “estádio” (“Motodrom”)- com o carro praticamente sem asas. Um desafio às antigas, já que tinha praticamente a mesma configuração por mais de seis décadas (de 1938 a 2001).

No começo desta década, porém, Bernie Ecclestone chegou a conclusão de que precisava de um circuito parecido com os demais. E resolveu fazer isso com Hockenheim. Afinal, era uma pista comprida, as malditas árvores atrapalhavam a transmissão do sinal das câmeras on board e, para fechar, era muito rápido e perigoso para os pilotos (Ui!). Também era verdade que Bernie queria fazer uma obrinha bem no quintal da casa do seu arquiteto favorito, Herman Tilke, que foi chamado para acabar com reformar a pista alemã. Tilke fez o que sabe fazer melhor. Transformou Hockenheim num Tilkódromo. As características estão lá. Na saída do Motodrom, um cotovelo leva a chamada Parabolika, aquilo que o físico Galvão Bueno chama de “reta-curva”. E, no fim da Parabolika, temos um outro cotovelo, que liga a antiga reta oposta da pista. Mesmo a reta oposta foi profanada, com outras curvas fechadas simulando uma chicane antes da entrada do Motodrom. O Motodrom, felizmente, não foi profanado por Tilke, mas perdeu totalmente o encanto. De uma parte única da pista, desafiadora, já que os pilotos tentavam andar rápido com carros praticamente sem asa, se tornou tão travada quanto o resto da pista.

Olhando para cima… Há previsão de chuva forte para a sexta e o sábado. No domingo, a previsão diz que teremos a abertura do tempo, o que pode significar um GP frio. Aliás, este GP será o primeiro em que a Bridgestone levará pneus com tipos não alternados na temporada. Com os pneus do tipo mais mole e do mais duro, promete causar dores de cabeça para os pilotos, que podem ser obrigados a experimentar os dois tipos de pneus para pista seca durante a corrida. A corrida promete ser interessante.

Ficha técnica:

Nome oficial: Hockenheimring Baden-Württemberg
Comprimento da volta:  4.574km
Curvas 17 (Direita: 11, Esquerda: 6 )
Recorde oficial: 1m13s780 (Kimi Räikkönen, 2004, McLaren Mercedes)
Número de voltas:  67
Distância:  306.458km

Localização: Hockenheim, Alemanha
Dono: Governo de Baden-Württemberg
Aberto em: 1932

Agenda

Treinos livres (sexta, 23/07)
Sessão 1: entre 05h e 06h30
Sessão 2: entre 09h e 10h30
(sábado, 24/07)
Sessão 3: entre 06h e 07h

Classificação (sábado, 24/07)
Começa às 09h

Corrida (domingo, 25/07)
Largada às 09h

(treinos livres passam ao vivo no Sportv2. Classificação e corrida, ao vivo na TV Globo. Horários de Brasília)

Imagens: Wikipedia e motorsport.com/xpb.cc

2 Comentários

Deixe um comentário
  1. Ron Groo / jul 23 2010 3:29 pm

    O previw tá como sempre uma beleza… Mas, cá entre nós… Não seria o Gp da Alemanha?

    • mkohara / jul 23 2010 3:39 pm

      Verdade.

      Desculpe. Obrigado pelo aviso. Já alterado.

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