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12/08/2010 / Marcio Kohara

Silly Season – MotoGP [parte 1]

Tentei publicar esse texto antes, mas não rolou. Escrevi por aqui um pouco sobre a Silly Season da Fórmula 1 e do WRC. Não hou veram grandes mudanças nas últimas semanas, então os textos seguem relativamente atuais. Glock confirmou com a Virgin -só resta saber se a Virgin confirma com a F-1-, há o papo da associação entre Sauber e Carlos Slim -o da Telmex/Net/Embratel-, e a disputa pela vaga do Petrov segue quente. De resto, pouco coisa andou.

Para completarmos este report de Silly Season, só falta gastarmos algumas linhas com a MotoGP, que tem uma temporada de rumores quente, talvez a que mais tenha mudanças para o ano que vem. Não são todas as peças que estão confirmadas, mas já dá para termos um cenário bem ajeitado para o que teremos em pilotos para a próxima temporada. Vou dividir em dois textos, para não ficar muito pesado.

Comecemos com a equipe oficial da Honda, a Repsol-HRC, que tem o seu futuro mais ou menos definido. Os japoneses tinham passado os últimos anos em compasso de espera e, agora, resolveram partir para o ataque. Nos últimos anos, a grande aposta da companhia era Dani Pedrosa, que veio para a MotoGP como um sucessor de Valentino Rossi. O problema é que o espanhol tem um físico mirrado -até para os padrões da categoria, que dão preferência a um porte de jóquei. A Honda até tenou articular para favorecer a sua aposta, defendendo a mudança dos motores para 800cc -com o intuito de facilitar para Dani, já que exigiria uma pilotagem menos física do que as antigas 1000cc. Porém, mesmo com toda esta força feita pela Honda, Pedrosa nunca virou o que se esperava. Dani é o melhor largador e um dos melhores velocistas -uma volta- da categoria. Porém, o seu ritmo de corrida é bem fraco. Se esperava que, com o tempo, Dani ganhasse físico para suportar a categoria, mas o que se vê hoje é um piloto que não evoluiu o que prometia há anos atrás.

Por isso mesmo, a Repsol-HRC foi ao mercado. A ideia era contratar Lorenzo -que ainda agradaria a Repsol, petrolífera espanhola-, o que não deu certo porque Lorenzo estava amarrado em contrato com a Yamaha. Neste ano, com o avanço do espanhol -virtual campeão da categoria-, ainda prolongou o seu contrato com os rivais. Assim, o plano B foi posto em prática e Casey Stoner se mudará para a Repsol-HRC na próxima temporada. Stoner surgiu como um foguete pela Ducati, depois de passar um ano na LCR-Honda. Se antes era visto como um piloto que andava mais do que a moto, caindo diversas vezes, na Dookie mudou a sua imagem sendo o único maluco a conseguir domar o cavalo indomável que era a moto italiana naquele ano de 2007 -primeiro ano das 800cc. Numa das grandes surpresas da história da categoria, foi campeão. O problema é que, com o avanço da Yamaha e de Valentino Rossi, a Ducati ficou para trás, e Stoner não tem conseguido repetir o feito de 2007.

Com o australiano confirmado, resta saber o que fará a Repsol-HRC com a sua segunda vaga. Pedrosa e Andrea Dovizioso, a princípio, a disputam, mas a equipe também pode apostar numa nova opção. Pedrosa conta com o apoio da já citada patrocinadora, mas a equipe técnica preferiria Dovizioso, uma aposta mais econômica e de boa relação custo benefício, sem os caprichos de uma estrela. O que farão? A princípio, seria mais lógico pensar numa continuação de Dovi para a próxima temporada. Seria mais lógico ter uma estrela -que seria Stoner- e um companheiro de equipe mais discreto, que não tenha o risco de rachar a equipe. Mas o apoio histórico da Repsol deve contar nesta escolha.

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