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10/09/2010 / Marcio Kohara

Preview [F1] – GP da Itália

Já que deu certo da última vez, façamos desta uma tradição. Mais uma vez o nosso chofer de luxo Mark Webber nos leva para dar uma volta no Autodromo Nazionale Monza, que recebe a 14ª etapa do Mundial de Fórmula 1, o Grande Prêmio da Itália.

A pista e a prova

O Autodromo Nazionale Monza está situado no parque de Monza -um dos quatro maiores parques urbanos da Europa ocidental-, na cidade que tem o mesmo nome. A pista fica ao norte da península italiana, nas cercanias da grande cidade de Milão. Construído em 1922, é sinônimo de Grandes Prêmios na Itália. Não é para menos, afinal foram raríssimas as vezes que a etapa italiana não foi disputada lá. Em 1921 foi disputada a primeira edição do GP -em Brescia-, mas já na edição seguinte a corrida foi disputada na então recém construída pista de Monza. Desde então, em apenas três ocasiões a pista milanesa não recebeu a prova. Na era do Mundial de Fórmula 1, apenas em 1980 o GP da Itália não foi disputado em Monza -mas sim em ímola. Ou seja, é uma prova tradicionalíssima.

Monza sempre foi o templo da velocidade final da Fórmula 1. As longas retas são entrecortadas por poucas curvas, o que permitem que os carros cheguem às altíssimas velocidades. A pista mistura chicanes lentas -Rettifillo e della Roggia-, trechos curvos de média velocidade -como a chicane Ascari e as curvas di Lesmos- e de alta -Parabólica e Grande. Pontos de ultrapassagem? Só dois -a freada da Rettifillo e a da Ascari. Culpa dos carros modernos da categoria, que deixaram o vácuo quase inexistente e que, para piorar, estão cada vez mais sensíveis no momento das frenagens, fazendo com que as ultrapassagens se tornassem cada vez mais raras na pista italiana.

Se não há muitas curvas, o que importa é ter um motor potente -e um carro minimamente equilibrado para realizar as frenagens e contornar as curvas sem perder tempo. Ou seja, bom para as Mclarens, que preenchem estes requisitos com o motor Mercedes. Justamente por isso, os carros prateados são os favoritos para o final de semana. Claro, quem não pode ficar de fora desta lista são os donos da casa, as Ferraris, que também preenchem estes requisitos.

Olhando para o alto…

Se a tradição de Spa é a instabilidade do clima, Monza é o oposto. E, com a exceção de 2008, quando um verdadeiro dilúvio despencou sobre a pista no final de semana da prova -e que provocou uma das maiores zebras da Fórmula 1 ao ver a pole e a vitória de Sebastian Vettel pilotando para a Toro Rosso-, tradicionalmente a etapa italiana é disputada com tempo bom.

A cidade

Monza está em franco crescimento. Não é para menos, afinal a cidade da região da Lombardia se tornou em meados de 2004 uma capital de Província, se separando da Província de Milão. Tecnicamente, pouco mudou para a cidade de mais de 120 mil habitantes. Sua economia é baseada no turismo, tanto dos tifosi que comparecem ao Grande Prêmio como nos visitantes das inúmeras igrejas e casas importantes que fazem parte do circuito turistico local.

Ficha técnica:

Nome oficial: Autodromo Nazionale Monza
Comprimento da volta:  5,793 km
Curvas 11 (Direita: 4, Esquerda: 7)
Recorde oficial: 1m21s046 (Rubens Barrichello, 2004, Ferrari)
Número de voltas:  53
Distância:  306,720 km

Localização: Monza, Itália
Aberto em: 1921

Agenda

Treinos livres (sexta, 11/09)
Sessão 1: entre 05h e 06h30
Sessão 2: entre 09h e 10h30
(sábado, 12/09)
Sessão 3: entre 06h e 07h

Classificação (sábado, 12/09)
Começa às 09h

Corrida (domingo, 13/09)
Largada às 09h

(treinos livres passam ao vivo no Sportv2. Classificação e corrida, ao vivo na TV Globo. Horários de Brasília)

Fotos: Wikipedia e Corriere della Sera

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