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08/10/2010 / Marcio Kohara

Mantendo o motor velho?

As atuais fornecedoras de motores da Fórmula 1 teriam pedido para que as novas especificações de motores não entrem em vigor já em 2012. Segundo a alemã Auto Motor und Sport, Cosworth, Renault, Ferrari e Mercedes se reuniram no final de semana do GP de Cingapura e argumentaram que o custo de desenvolvimento destes novos motores seria muito alto -cerca de 100 milhões de Euros-, o que iria contra o discurso da entidade automobilista de redução de custos na categoria.

As quatro fabricantes concordam que os novos motores 1,6 litro turbo-comprimidos seriam mais ecológicos -o que iria de encontro às demandas do mercado. Mas, pela ideia das atuais fornecedoras os atuais motores V8 de 2.4 litros ganhariam mais alguns anos de vida além de 2013, já que voltarão a investir pesado em novas tecnologias -como o KERS- e não estariam em condições de bancar o desenvolvimento de um motor totalmente novo.

Com a extensão do congelamento dos motores, a Fórmula 1 fica ainda mais para trás na corrida tecnológica. Outras categorias como o WRC, o WTCC e a Le Mans Series incentivam a aplicação de novas tecnologias. Seja a aplicação de motores menores e mais eficientes -como acontece nos mundiais organizados pela FIA-, seja com a carros híbridos, como na Le Mans Series. Empresas como a Toyota, por exemplo, pretendem investir em automobilismo, mas pretendem fazê-lo numa categoria onde possa mostrar suas habilidades com as tecnologias aplicadas aos seus produtos, como os carros híbridos. Ok, o KERS não é nada mais do que uma modalidade de ‘hibridização’ dos carros, já que acumulam a energia térmica das frenagens e a transformam em potência a ser transferida para as rodas. Mas a Le Mans Series é mais barata do que a Fórmula 1 -e ainda tem não tem as amarras que o regulamento da F-1 tem.

E seria uma pena, já que o novo regulamento atrai mais o interesse dos grupos fabricantes de automóveis que não estão na categoria. Sem estas mudanças, os planos da Volkswagen/Porsche -por exemplo- certamente não entrariam em prática -já que estão intrinsecamente ligadas a aplicação dos novos regulamentos. Ou seja, a Fórmula 1 se manteria como um feudo das atuais fornecedoras, fechando as portas para as potenciais pretendentes.

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