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15/10/2010 / Marcio Kohara

Os alemães vão dominar o mundo?

Se o amigo do Col não fugiu das aulas de história*, vai se lembrar que não faz muito tempo os alemães sonharam em dominar o mundo. Claro, não falamos de Cérebro, o amigo do Pinky. Mas seguindo o nariz de cera podemos dizer que seis décadas, na história, não é assim muito tempo. Pois bem, os germânicos, liderados por Adolf, tinham um plano expansionista para mostrar ao mundo que o deutsche way of life era muito mais legal e tal.

Infelizmente houveram alguns mal entendidos. Adolf era um sujeito com alguns pensamentos complicados. Não achava legal que pessoas diferentes pudessem viver. Enquanto ficou nisso, os outros não se incomodaram. Mas, quando começou a achar que podia dar uns amassos na patroa alheia, mijar de porta aberta e pegar a cerveja gelada na geladeira… Bom, todo mundo sabe como acabou a história. A história de Adolf e sua turminha da pesada não vingou, mas toda vez que algum alemão inicia um projeto internacional de respeito a gente lembra dessa história.

Pois bem, o projeto internacional da vez é o da DTM, que teve nesta sexta-feira um dia de boas novidades. Uma delas é que a BMW finalmente confirmou que o seu projeto futuro no automobilismo é a categoria alemã, para onde volta depois de cerca de duas décadas de ausência. A BMW, então, colocará o M3 na pista em 2012, quando muda também o regulamento da categoria. Os bávaros se juntam para se juntar a Mercedes e Audi, que vêm carregando a competição teuto-europeia* nas costas nos últimos cinco anos. Também existem rumores que a Opel também estaria interessada em voltar a contenda depois de tê-la largado em 2005, o que ampliaria para quatro as disputantes -e a tendência é de expansão.

O que realmente chama a atenção é o projeto de expansão da categoria. A DTM anunciou nesta sexta que organizará uma série norte-americana com seus carros, em parceria com a Nascar e a Grand-Am. Este anúncio é surpreendente, já que dificilmente séries europeias tem penetração no difícil mercado norte-americano. Talvez a ALMS -Le Mans Series norte-americana- seja uma exceção, apesar da origem histórica da categoria não ser exatamente europeia, mas sim a antiga série IMSA. Mas, no geral, as categorias europeias não tem boa aceitação na América do Norte.

Além disso, seguem -e estão próximas de um final feliz, segundo os envolvidos- as negociações para que o regulamento técnico da DTM seja também adotado pela categoria principal da Super-GT nipônica (GT-500). O que significaria que, teoricamente, Toyota, Honda e Nissan poderiam aparecer sem sofrimentos no DTM -ou o inverso, com Audi, BMW ou Mercedes aportando na Super-GT.

Ou seja, imaginando um tabuleiro de War, os alemães estariam chegando ao creme-de-la-creme da America do Norte, além de dominar um pedaço importante da Ásia -lembrando que a Super-GT tem uma etapa em Sepang e a DTM fará uma etapa especial em Xangai. Ou seja, já daria para pensar em ganhar o jogo, num momento em que concorrentes diretas como o oficialesco FIA WTCC (Mundial de Carros Turismo da FIA) declina. Será que vencerão a batalha?

PS. Neste dia dos Professores, me lembro do grande professor Olegário, de história, que me ensinou essas coisas aí. Grande figura.

*: OBS. Teuto-europeia? Sim, a DTM, hoje, não é apenas um campeonato alemão, já que das 11 etapas, realiza cinco fora de seu território. Hoje a categoria realiza etapas na Holanda, na Itália, na Espanha e na Inglaterra. Além de, como já foi citado no texto, fará uma etapa na China.

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