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17/12/2010 / Marcio Kohara

Uma novela espanhola – capítulo 3

Quem é vivo sempre aaprece. E como não se trata de ‘Caverna do Dragão’, espero escrever um fim para as novelas que estamos acompanhando aqui no Col. O fim de ambas, espero, deve ser conhecido até o fim de semana do Grande Prêmio do Bahrein, que deve ser realizado no dia 13 de março próximo. Até lá, devemos saber o desfecho que levou a épica produção ‘Lotus vs. Lotus’, e também o desfecho da segunda produção, que é esta que escrevemos aqui.

No último capítulo, falamos das dificuldades da equipe espanhola, que tinha na falta de definições para o futuro uma verdadeira sombra pairando sobre as suas cabeças. Pois bem, um mês se passou desde aquele momento e praticamente nada de concreto aconteceu. Quer dizer, houve apenas uma informação sobre a construção do carro, que deve ser construído pela Formtech. A empresa inglesa construiu, um dia, o SA-05 -chassi projetado pela Arrows utilizado pela Super Aguri em 2006. Pelo menos isso, afinal, convenhamos, se não tivessem quem construísse o carro, seria melhor abrir mão da vaga na categoria…

Pelo menos a princípio é o plano C que vem sendo tocado na equipe. O F-111 (nome imaginado) seria uma evolução do F-110 (projetado pela Dallara, que foi aquela maravilha), com algumas evoluções imaginadas por Geoff Willis ainda na temporada passada, outras modificações feitas por engenheiros free-lancers da confiança de Willis e com a caixa de câmbio e suspensão traseira da Williams. Ou seja, este seria uma espécie de F-110B.

Quanto a pilotos… Pedro de la Rosa, dispensado pela Sauber e desde sempre cotado para assumir uma das vagas desta bomba… da equipe chegou, mais uma vez, a estabelecer contatos com a equipe. Mas, novamente, não conseguiu se chegar a um acordo. E saiu falando que a equipe não tem um plano dos mais profissionais.

Bem, Colin Kolles (o romeno chefe de equipe da HRT) disse que a equipe detectou qual foi o problema da temporada ruim. Foram os pilotos que, pouco experientes, não conseguiram levar os seus carros até o fim e somar resultados que levassem a equipe para frente da Lotus, por exemplo. Esta explicação pode até ter a sua lógica quando se vê que o relativamente experiente austríaco Cristhian Klien conseguiu alguns resultados melhores do que Bruno Senna quando os dois foram os pilotos da equipe -apesar dos pesares, que a equipe complicou a vida de Bruno no Q1 do GP do Brasil, por exemplo. Mas, convenhamos, uma equipe que faz leilão de vagas não pode reclamar da qualidade dos pilotos…

Neste meio tempo também surgiram rumores sobre a venda da equipe -o que parece um desfecho um tanto óbvio depois de tanta confusão-, com a família Carabante pedindo alguma grana para reaver parte dos vinte milhões de Euros que investiu na equipe até agora. De toda a forma, logo Ramon Carabante negou a história. Disse que não tem interesse em repassar o controle da equipe seja lá para quem for. Mas um acionista minoritário, a princípio, poderia ser bem vindo à organização.

Convenhamos, não estará errando muito aquele que disser que esta movimentação, somada à declaração de Kolles, tem cheiro de tentar valorizar a equipe, tentando arrancar de um eventual comprador um valor mais alto do que a equipe eventualmente valeria. Mas, pelo menos por enquanto, ainda vemos, no máximo, os sinais de fumaça e não o incêndio. Portanto, ainda parecemos longe de qualquer definição.

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