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19/03/2011 / Marcio Kohara

O mundo real segue agindo…

O mundo real não para. O mundo real está sempre em movimento. Agora em dois pontos para quem se interessa pelo esporte a motor. No Bahrein e no Japão. No Bahrein ainda é a confusão entre a minoria no poder e a maioria oprimida. No Japão, obviamente, é o absurdo terremoto que fez inúmeros estragos na estrutura nipônica.

Com a situação piorando no Bahrein, o governo local, além de ter permitido que tropas árabes invadissem o país, decretou estado de emergência por 90 dias e botou o monumento da praça da Pérola abaixo… O primeiro movimento trás algumas conseqüências para a Fórmula 1. Afinal, a FIA deu um prazo até o dia 1º de maio para que os barenitas decidissem se haverá a prova ou não. Como o bicho segue pegando por lá, com tropas estrangeiras entrando no país a pedido do atual governo, parece bem provavel que não teremos a prova por lá -a não ser que as coisas mudem bastante. Se bem que, do jeito que tio Bernie anda aperreado com o Jean Todt (tema pra outro post), a coisa pode evoluir pra uma briga entre o promotor pedindo pra correr lá e a FIA negando. O segundo mostra a estratégia (muito utilizada na China, por exemplo) de reformar lugares que servem para os oposicionistas se reunirem. Se não é uma estrategia tão utilizada por ser mais sutil do que o confronto puro e simples, pelo menos é uma estrategia anti-manifestações bem eficiente. Desmobiliza os manifestantes e tira um ponto focal da turba. É um golpe na oposição. Seguiremos de olho, mas, Grande Prêmio do Bahrein de 2011, convenhamos, parece algo bem distante.

O desastre nipônico fez o mundo se aperceber que o mundo real ataca no campo natural também. Se o desastre foi seríssimo, o mais forte terremoto do último milênio e tal, o Japão é um dos países mais bem preparados do mundo -se não o mais- para enfrentar este tipo de casualidade. Por isso os estragos não foram tão grandes quanto poderiam ser. Mas, ainda assim, com o terremoto (que ainda tem registrado réplicas mesmo depois de uma semana do abalo principal), com o tsunami e a onda de 10 metros que chegou na costa nordeste japonesa e, como se não bastasse, o acidente na usina nuclear, podem deixar implicações no mundo do esporte a motor mundial.

Na verdade, já tem. Os campeonatos nacionais, como o SuperGT e a Fórmula Nippon, que realizavam testes e tinham estreias marcadas para o mês que vem, ficam com o calendário congelado, aguardando o desenrolar dos acontecimentos. Outro evento cancelado é o GP de Motegi da MotoGP, que seria disputada em abril também, mas foi adiada depois que foram detectadas rachaduras na arquibancada. É curioso porque é o segundo cancelamento da etapa japonesa consecutivo. Ano passado, a erupção do vulcão islandês ‘Eyjafjallajökull’ causou a transferência da corrida para outubro. A tendência é que aconteça o mesmo com a edição deste ano -mas, como mal saímos do desastre, as autoridades ainda contam mortos e procuram os desaparecidos, melhor aguardar os acontecimentos.

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