Pular para o conteúdo
20/03/2011 / Marcio Kohara

Guerra de anões

Briga de anões seria uma atração e tanto para um circo de bizarrices, não é mesmo? Para melhorar a coisa, só faltaria o ringue com lama para a realização da briga. Mas é mais ou menos isso o que acontece na briga de declarações que Bernie Ecclestone arma contra Jean Todt. Não é novidade. Desde muito tempo sabemos que um desentendimento entre as partes existem. O primeiro rumor de desejo de extermínio entre o Presidente da entidade e o promotor da categoria surgiu ainda em outubro.

Bom, o circo é o armado pela imprensa, que tem dado ao baixinho inglês o palco que ele deseja para fazer a sua insidiosa campanha contra o seu contraparte francês. Se não pegam a declaração diretamente, repercutem de forma automática, sem refletir sobre o que escreve, cumprindo o papel de ‘macacos datilógrafos’ -como alcunhou estes jornalistas o respeitado insider Joe Saward.

Nesta semana, duas declarações do promotor do campeonato entram nessa lista de bobagens que viram fatos, os chamados factóides. O primeiro são os motores turbo, item que sempre consta na pauta de reclamações do tio Bernie. A outra é a reclamação com o excesso de times na categoria.

Na questão dos motores, a alegação de Bernie é quase ridícula. Diz que o som dos pequenos motores 1.6 turbo irá espantar a audiência, que não reconhecerá a categoria. Diz que em nada adianta tentar colocar a categoria em sintonia com as novas tendências da indústria e que o KERS foi um tiro n´água.

Em primeiro lugar, uma categoria que conviveu quase dez anos com os motores 1.5 turbo não vai estranhar os novos motores 1.6 turbo. Barulho dos motores é apenas um detalhe no cenário de tecnologia e velocidade que compõe a categoria. E, ainda mais aqui em terra bananalis, isso em nada influirá, porque existe uma matraca tagarelante falando bobagens como a eterna ‘busca do limite extremo’ por cima das sinfonias das cavalarias. Que a Ferrari reclama, é um direito dela, mas nada mais pode ser feito, já que o regulamento está assinado, apenas aguardando a data para entrar em vigor. Qualquer coisa, a porta é a serventia da casa…

Quanto ao suposto excesso de times… Bom, o fato é que quem franqueou a entrada de equipes na Fórmula 1 foi a FIA, na pessoa do antecessor do baixinho francês, Max Mosley. E, falando que não poderiam ter tantas equipes na categoria, Bernie Ecclestone marca posição. Mas também tem uma questão financeira que afeta diretamente o bolso do anão inglês. Explicando rapidamente, a premiação dos dez primeiros colocados está definida em regulamento, chamada de ‘coluna 2’ no Pacto de Concordia. Porém, se existem mais de dez equipes na Fórmula 1, a FOM é obrigada a reservar uma grana a título de ajuda de custeio para as equipes restantes, que entram na chamada ‘coluna 3’. Não se sabe ao certo qual é o tamanho do bolo -nunca se sabe em se tratando de Fórmula 1-, mas na última temporada, foi algo em torno de 10 milhões de dólares por cada equipe (Hispania e Virgin). De toda a forma, com duas equipes a menos, sobraria uma grana a mais no bolso do tio Bernie, já que não sobraria nenhuma equipe ‘coluna 3’.

É aquilo que dizem. De bobo, não tem nada…

One Comment

Deixe um comentário
  1. Ron Groo / mar 21 2011 5:06 pm

    Pois é… Briga de anão mesmo.
    Se tivesse de apostar, colocaria minhas fichas no anão inglês…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: