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14/05/2011 / Marcio Kohara

Velhos, surdos e… perdendo o bonde da história

Mais uma vez volta a carga a discussão se os motores turbo vão ou não ser implantados em 2013. Claro que estamos falando da briguinha particular entre Bernie Ecclestone e Jean Todt, mas o fato é que como um pedaço da revolução pretendida pela FIA já foi negada pelas equipes, agora as equipes tentam dar mais um passinho a frente.

Muitos entendidos em automobilismo alegam que sem os motores aspirados, o som ambiente da Fórmula 1 vai mudar demais… Claro que estas pessoas, hoje, devem estar usando aparelhos auditivos Telex na orelha hoje… É uma bobagem dizer isso -da mesma forma que foi uma bobagem dizer o contrário na era turbo. A Fórmula 1 já usou motores 1.5 turbinados na década de 1980. E não consta que os carros naquela época faziam barulho de alguma coisa diferente que não um motor de alto desempenho…

Hoje, os motores aspirados fazem parte do passado na indústria. Mesmo o KERS utilizado pela categoria já não tem muita novidade com relação ao que a indústria já coloca nos carros mais desenvolvidos. Ou seja, a presença na atual F-1 se baseia no marketing, sem tanto interesse no lado do desenvolvimento de novas tecnologias. Somando tudo isso, a mensagem que a atual Fórmula 1 passa não é exatamente de uma categoria preocupada com questões ecológicas. Com motores gastões, sem nenhuma tecnologia aplicada no reaproveitamento de energia… E é justamente no marketing ecológico que estão voltados os investimentos da indústria hoje. Os motores turbo são mais eficientes do que os aspirados, geram mais potência precisando de menos área e menos combustível. E há, na indústria mundial, um movimento para aumentar o uso deste tipo de tecnologia para fazer produtos mais eficientes. Uma boa forma de fazer publicidade destas tecnologias é o automobilismo.

Mas, se a Fórmula 1 não quer adotar essas tecnologias por mimimi das atuais integrantes do clubinho, outras categorias mundialistas agradecem. O WRC usa motores turbo, o WTCC também seguirá este caminho, as categorias Le Mans terão motores híbridos… E todas elas recebem novos participantes. Entrarão (ou estão cogitadas para entrar) nos próximos anos Mini/BMW e Volks no WRC, Volvo no WTCC, Toyota e BMW na Le Mans. E, não é de se duvidar que, se houvesse um regulamento que incentivasse a adoção destas novas tecnologias, que beneficiassem os planos de marketing destas marcas, todos estes grupos investiriam, ou pelo menos cogitariam, investir na Fórmula 1, como muitos já estiveram por lá nos últimos anos.

Ou seja, a Fórmula 1 não estar recebendo novos investimentos das grandes montadoras neste momento não significa exatamente a dureza de uma crise econômica. Até pode ter sido num primeiro momento, que provocou a debandada de muitas marcas de forma imediata -Honda, Toyota e BMW entre 2008 e 2009. Mas, na hora em que os grandes grupos voltam a se interessar pelo automobilismo e nenhum deles olha para a Fórmula 1 com carinho ou desejo, preferindo atuar em outras categorias, tem alguma coisa errada. Seria o momento de repensar as prioridades. Mas Bernie Ecclestone e turma estão mais preocupados com questões políticas…

One Comment

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  1. Ron Groo / maio 16 2011 5:58 pm

    Está com cara de discussão vazia… Daquelas que se tem para não ficar calado quando não se é o foco…

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