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27/06/2011 / Marcio Kohara

Cai a marca dos dez minutos em Pikes Peak

Depois de muitos anos de tentativas, finalmente a barreira dos 10 minutos da Pikes Peak International High Climb foi quebrada neste domingo (26), na disputa da 89ª edição da prova, em Colorado Springs, EUA. O responsável pela façanha? O veterano japonês Nobuhiro ‘Monster’ Tajima, que vem dominando a prova nos últimos anos com os seus famosos protótipos montados com o apoio da Suzuki, marcou neste domingo a impressionante marca de 9’51″26.

A Pikes Peak International High Climb, também conhecida como ‘A corrida para as nuvens’, é a corrida de subida de montanha mais famosa do mundo. Uma tomada de tempo em que o único adversário para a conquista do tempo é o próprio limite do piloto. O trecho utilizado ao longo dos anos tem 20 quilômetros de distância (12,42 milhas), tem 156 curvas, escalando 1439 metros da largada para a chegada e uma aura de grande aventura humana pela dificuldade do traçado e pela exigência de perfeição na tomada de tempo, já que há uma única chance de tomada de tempo por edição. Diferente de outras categorias com inúmeras exigências de regulamento, em Pikes Peak uma única frase define a categoria máxima da competição: ‘Anything Goes’ -ou, simplesmente, qualquer coisa pode competir na categoria, desde que tenha um maluco capaz de completar o trajeto dentro da pista, aceite as normas de segurança e passe pela inspeção técnica para itens de segurança.

O mito da barreira dos dez minutos durou muito tempo em Pikes Peak. Em 1994, Rod Millen marcou 10 minutos e cinco segundos na subida e desde então a iminente queda desta marca entrou na pauta de discussões. E ela quase foi batida algumas vezes, mas acabou nunca sendo superada. Em 2007, Monster Tajima trouxe o recorde para 10 minutos e um segundo -mas, obviamente, a barreira não havia sido quebrada e a ansiedade pela quebra da barreira chegou a níveis quase insuportáveis. Nos últimos anos o japonês tomou esta missão como uma meta de vida, mas falhou nas últimas três tentativas. Neste domingo não.

Ok, sua façanha pode ter sido facilitada pelo fato do trechos de terra da subida estarem sendo extintos -por causa de uma curiosa lei local que exige a pavimentação de toda a malha da cidade de Colorado Springs. E, no ano que vem, os trechos de terra terão sumido do mapa. Mas é evidente que isso não tira o brilho da façanha da queda da barreira dos dez minutos. Principalmente porque não é apenas uma subida de montanha burocrática, mas onde inúmeras variáveis de clima podem influir na velocidade dos pilotos -variação de temperatura, rajadas de ventos fortíssimos ou até mesmo chuva. E também porque não foi fácil nem tranquilo. Nos últimos 500 metros da campanha de Tajima, por exemplo, o radiador de seu protótipo SX4 começou a expelir vapor, evidenciando a situação limite que vivia, ameaçando a conquista do recorde.

‘Monster’ Tajima é um homem com história dentro da Suzuki. Piloto de ralis, foi um dos pioneiros no Campeonato Mundial. Há mais de 25 anos, criou a sua própria oficina preparadora, a Monster International e está ligado à marca japonesa. E foi assim, por exemplo, quem levou a marca japonesa ao Mundial de Rali, disputando o WRC na temporada 2008. Tajima disputa Pikes Peak há 20 anos e tem seis conquistas consecutivas do evento. Porém, a grande meta que o japonês de 60 anos de idade tinha era bater a marca dos dez minutos. Este dia 26 de junho, portanto, é um dia histórico também para Monster. O dia em que uma meta de vida foi alcançada.

Crédito da Imagem: monster-sport.com

Publicado originalmente no PodiumGP

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