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24/11/2011 / Marcio Kohara

A falta que faz o herói, de capacete amarelo com listras azul e verde…

Ah, esta semana mágica em que o Brasil vira o país do turfe… Que todos falam naquele tal de Grande Prêmio Brasil… Imagino que seja o prestigiado evento do Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, com toda a alta sociedade presente, incluindo as peruas mulheres fazendo competição para qual dos seus toscos bizarros bregas lindos chapéus aparecerá em destaque na coluna do Ibrahim Sued. Mas o GP Brasil não acontece em Agosto? Ahn? Fórmula 1 no Brasil? Ah… Grande Prêmio DO Brasil, então? Afinal, não é GP DA ítália, GP DE Abu Dhabi, GP DO Japão? Então, GP DO Brasil. Obrigado. Toda vez que um infeliz fala em ‘GP Brasil’ pra falar sobre a etapa brasileira de Fórmula 1, um futuro Ayrton Senna/Nelson Piquet desiste do automobilismo na tenra idade…

Sobre a nossa relação com a Fórmula 1, o GP do Brasil deste ano tem muito pouco a oferecer além do interesse de termos próximos de nós estes estandartes da tecnologia -por mais que estandarte não seja exatamente uma palavra assim moderna. Situação diferente da vivida nos últimos sete anos, que o tio Bernie soube fazer com que, de alguma forma, os campeonatos tivessem a disputa pelo título até as últimas três etapas -posto que a etapa brasileira ocupa desde 2004. Mas, para este ano, sobrou o vice-campeonato de pilotos pouco vale, tem a briga entre Force India, Sauber e Toro Rosso, mas isso também é café pequeno… Talvez a briga pela vitória em si. Mas até aí, nada de mais. Isso, com todo o respeito, acontece toda corrida -e neste ano sabemos quem é o favorito.

E há o desinteresse da população brasileira e o grosso da audiência da Globo pela categoria. Por mais que a temporada tenha sido recheada de corridas emocionantes e divertidas -China, Canadá, até Mônaco-, a decisão pelo título não teve nada de surpreendente. Além disso, falta a sensação que um herói nacional possa vencer a prova, ou pelo menos ser competitivo. Antigamente, ainda dava pra aplicar o bom e velho golpe do ‘imagine, o Rubinho com a Stewart vai andar bem, apesar de ser o ano de estreia da equipe’. Mas, nesse ano, com todas as provas de antecedência comprovando que as chances são ínfimas, tiraram o ânimo da galera. E, por isso, ainda existem vagas em praticamente todos os setores e os hotéis não lotaram na cidade de São Paulo pela primeira vez desde os anos 1990…

Todos esses fatores provocam uma situação no mínimo curiosa. De um campeonato que vai ganhando interesse no resto do mundo, vai ganhando em emoção e espetáculo, mas que não gera mais o mesmo nível de interesse da população brasileira. O que é a causa disso? Não parece muito difícil de saber. Heróis fazem falta por aqui. ‘Infeliz é o povo que precisa de heróis’ (Brecht, Bertold). Infeliz é esse povo que aguarda a volta do piloto campeão, que resolvia tudo, que sempre andava na frente, que trazia na ponta dos dedos e que trazia o tema da vitória. Aquele, de capacete amarelo com listras paralelas azul e verde, de preferência vindo num Lotus preto e dourad… OH WAIT!

2 Comentários

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  1. Eu falo GP Brasil.#Fail pra mim. =P

    é você disse bem. Se Bem q esse negócio de Brasil na Frente foi posto goela abaixo pela glóbulo. O público brasileiro é facilmente bitolado.

  2. Ron Groo / nov 24 2011 7:36 pm

    Verdade, o herói está fazendo falta para a parte midiática da coisa.
    Está difícil vender o peixe apenas com o Capacete amarelo na Lotus preta e dourada.
    Até porque, vai que é a ultima corrida do cara por lá…

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