Skip to content
12/01/2012 / Marcio Kohara

Apagando incêndios

É… Começou o ano. E nem pra todo mundo o ano começa bem. Por exemplo, é a segunda vez que eu escrevo esse post -o wordpress comeu o post e eu não tinha becape [NR por isso que o urso da montanha sempre diz pras criancinhas fazerem becapes]. Enfim, como o amigo do Col não tem nada a ver com isso e acho que eu podia começar o ano num astral melhor, não vou me estender com isso… Mas, já vou avisando, o astral do texto não melhora muito.

Confusão é a palavra-chave deste começo de ano. Por exemplo, temos confusão no Dakar, que hoje teve uma etapa cancelada por causa do mau tempo entre Fiambalá e Copiapó, na etapa que marcaria a despedida da caravana do rali do território argentino. Mas a confusão citada não tem a ver com isso. Quer dizer, até tem um pouco, mas não é o foco do texto. O problema do Dakar é a tradicional organização pouco cuidadosa de um evento complexo feita pela ASO. Neste ano, mais uma vez, um competidor morreu na disputa do rali. Ok, teve um ataque cardiaco durante a especial, mas serviu pra imprensa pseudo-especializada já batizar o rali, mais uma vez, como o rali da morte… Não surpreende, nessa época que os caras tratam o Dakar como a Copinha (Copa São Paulo de Futebol Junior) do automobilismo, dando espaço pra uma categoria que ninguém dá bola só porque o filé não gera as notícias necessarias pra se cumprir a meta de acessos do dia.

Outro foco de confusões é o WRC, que enfrenta uma crise sem tamanho na parte de promoção do campeonato. Desde o começo do ano, só se ouviam notícias dando conta da situação dificil da categoria e da crise dos promotores. Felizmente, com a rescisão do contrato com a antiga promotora, a North One, parece que a crise foi contornada e as coisas vão andar agora, com um acordo com a Eurosport engatilhado. Assim, destrava um fator importante para o financiamento da categoria -mas ainda precisa de uma confirmação oficial de qualquer uma das partes.

No caso da Mini, a crise também foi debelada -da mesma forma que um incêndio na fábrica da Prodrive foi debelado no começo desta semana. A equipe correrá apenas com um carro oficial -e outro ‘alugado’, caso de Pierre Campana em Monte Carlo, Patrik Sandell na Suécia e muito provavelmente Armindo Araújo em Portugal-, em sete etapas do Mundial (incluindo duas saídas obrigatórias do continente europeu) e terá a possibilidade de inscrever a homologação de chassi e motor e as equipes satélites para esta temporada. Se a desculpa da Mini era a falta de cobertura no continente europeu, com o acordo com a Eurosport as desculpas acabam e a BMW deve investir mais na parceria com a Prodrive no futuro. É o que se espera.

E, por fim, a Fórmula 1, que não vive uma crise global, mas tem os seus problemas pontuais. Como é o caso da realização das etapas na Espanha, que vive uma séria crise economica e pretende renegociar os contratos de suas duas corridas em território ibérico, ou do lamentado rodízio entre os GPs da França e da Bélgica. E, em casos mais pontuais, como o da Williams, que vai vivendo o seu calvário e tentando arranjar uns trocos para vender a segunda vaga na equipe. Adrian Sutil parece ter sido descartado por seus problemas com a justiça chinesa, mas tudo o que se sabe é especulação.

Tomara que as coisas se acertem no atuomobilismo. Aqui no Col, depois de um começo de ano meio conturbado -ou não, afinal este é o primeiro post do ano-, a gente retoma a programação normal. E a vida segue.

Feliz ano de 2012 a todos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: