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19/01/2012 / Marcio Kohara

O discurso do… Presidente

Jean Todt apareceu em Valence e deve dar algumas declarações sobre o futuro do WRC logo mais nesta sexta-feira, no Parque de Serviços de Valence -a sede da primeira parte do Rally Monte Carlo. O Presidente da FIA vir a público para falar pela primeira vez desde que a crise tomou proporções mais sérias, numa entrevista marcada com antecedência, é um bom indício de que a crise da empresa promotora do Campeonato Mundial de Rali está com os dias contados.

Ainda não se sabe exatamente o que será dito por Todt. Inclusive, como não é um anúncio formal, nem a certeza de que algo de concreto será anunciado existe. Porém, a disposição de se dar alguma satisfação indica que existe algo a ser declarado, o que, no caso, é um sinal positivo. A FIA tem trabalhado com bastante carinho nesse tema, afinal de contas é o seu segundo principal campeonato. E, ainda por cima, é o campeonato que revelou os dotes gerenciais do Napoleão de Pierrefort para o mundo.

Ao que parece, o futuro da promoção da categoria ficará nas mãos da Eurosport Events/KSO mesmo, com a veiculação da categoria atrelada ao conglomerado televisivo francês. O que, se por um lado, é um bom indicativo de que a modalidade terá uma promoção competente -o que não vinha sendo pela turma da North One, principalmente nos últimos anos- por outro, deixa dúvidas com relação ao futuro da outra categoria internacional de rali que o canal promove, o Internatinal Rallye Challenge. Existe um rumor insistente rolando na Europa de que o IRC seria fundido com o ERC, o campeonato europeu de rali, em 2013, mas até o momento nada foi confirmado.

Com relação ao WRC, seria uma volta da promoção da categoria para o continente europeu depois de tantos anos se voltando apenas ao arquipélago britânico. Um fator reclamado até por gente como Sebastien Loeb, que putro dia declarou que um país como a França, com uma equipe totalmente francesa (2 pilotos de ponta) dividindo quase todas as vitórias da temporada, simplesmente não viu o WRC pela televisão. Um país como a Alemanha também tem cobertura limitada, a ponto da BMW quase se arrepender de ter investido na categoria e abandonar tudo nesta inter-temporada… Pode ser uma boa, também, para forçar uma maior atenção para mídias não convencionais, como a internet, largada pela gestão anterior…

O fato é que, se Jean Todt não estiver num momento Patrícia Amorim, chamando entrevista coletiva para informar ao mundo que não tem nada para informar, provavelmente teremos algum tipo de novidade positiva com relação ao WRC. O que, por parte da FIA, há muito tempo não acontece. Logo mais volto comentando a entrevista e as novidades.

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