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08/02/2012 / Marcio Kohara

Como será o amanhã… Responda quem puder…

O que irá me acontecer… O meu destino será como Deus quiser… (Monobloco, samba-enredo da União da Ilha no carnaval de 1978)

Eis que depois de muitos rumores, a Prodrive anuncia que segue no WRC como preparadora e equipe semi-oficial da Mini/BMW. E, como equipe oficial, fica a Motorsport Italia, com o nome Mini Portugal World Rally Team, com o português Armindo Araújo e o brasileiro Paulo Nobre como seus representantes. No fim, pouca coisa muda, já que a Motorsport Italia cuidava dos programas Portugal WRT (de Armindo Araújo) e Palmeirinha WRT (de Paulo Nobre) e ambos participariam de todos os ralis de toda a forma.

Ou seja, na prática, a pretexto de cumprir a regra de homologação (que a equipe oficial da fábrica precisa participar de todos os ralis para poder inscrever um novo modelo homologado no ano corrente), a Motorsport Italia vira equipe M1 (oficial) e a Prodrive vira M2 (satélite). É uma ótima notícia para Armindo Araújo e Paulo Nobre, que se tornam pilotos oficiais de fábrica quando esperavam que teriam um programa de equipe satélite (e possivelmente com carros defasados com relação aos carros oficiais da Prodrive). Talvez não seja uma boa notícia para Dani Sordo, apesar da Prodrive jurar que nada muda, afinal deixa de ser o principal representante da marca e agora tem certeza que não participará de toda a temporada (não brigando pelo título). E certamente não é boa para Kris Meeke, que, pelo menos a princípio, segue como ‘prisioneiro’ da Prodrive, com contrato na mão mas sem lugar para entrar.

Parece ruim? Parece. E até é. Mostra que a situação entre BMW e Prodrive não foi totalmente resolvida para este ano. Mas não é tão ruim. É melhor do que as outras soluções aventadas no final da semana passada, quando os rumores surgiram (a Mini larga a Prodrive e acaba com o programa WRC ou a Mini larga a Prodrive e nomeia a Motorsport Italia como preparadora oficial).

Restam saber alguns detalhes de bastidores, do tipo como será a relação BMW-Prodrive depois de toda essa confusão, como será o financiamento do projeto da Mini no WRC, se esta é uma solução definitiva ou ano que vem a Prodrive volta a ser a equipe oficial da Mini e se o programa Prodrive tem mudança depois de toda essa confusão. O que o Max Rally trás é que, na verdade, o divórcio aconteceu porque a BMW decidiu investir mais no DTM neste ano ao invés de investir o que tinha sido acertado no WRC. Até pela falta de cobertura em território alemão, o que coloca a outra crise em curso do WRC no meio desta conversa. Isso deixou a Prodrive sem ter o que fazer, deixando de lado Kris Meeke, que tinha a vaga como segundo piloto, em busca de pilotos pagantes.

Mas, para quem não sabia como seria o dia de amanhã, não está de todo ruim. Até porque, de alguma forma, a BMW mostra que pretende investir no mundial a longo prazo e manter a Mini no WRC. Não é nada, não é nada… É alguma coisa.

Do original publicado no PodiumGP

PS. No fim isso gera duas situações curiosas. A primeira é que agora temos uma marca originalmente inglesa (Mini), que pertence a um conglomerado alemão (BMW), cujo carro é preparado numa oficina inglesa (Prodrive), que tem uma equipe oficial italiana (Motorsport Italia), com nome português (Portugal WRT) e um piloto brasileiro (Paulo Nobre). Um samba do crioulo doido -ou, se preferir, ‘globalização, baby’. E a segunda é que Palmeirinha pode ter que correr com um carro preto-e-branco (cores dos maiores rivais do time do coração de Paulo Nobre, Corinthians e Santos).

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