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19/01/2012 / Marcio Kohara

O discurso do… Presidente

Jean Todt apareceu em Valence e deve dar algumas declarações sobre o futuro do WRC logo mais nesta sexta-feira, no Parque de Serviços de Valence -a sede da primeira parte do Rally Monte Carlo. O Presidente da FIA vir a público para falar pela primeira vez desde que a crise tomou proporções mais sérias, numa entrevista marcada com antecedência, é um bom indício de que a crise da empresa promotora do Campeonato Mundial de Rali está com os dias contados.

Ainda não se sabe exatamente o que será dito por Todt. Inclusive, como não é um anúncio formal, nem a certeza de que algo de concreto será anunciado existe. Porém, a disposição de se dar alguma satisfação indica que existe algo a ser declarado, o que, no caso, é um sinal positivo. A FIA tem trabalhado com bastante carinho nesse tema, afinal de contas é o seu segundo principal campeonato. E, ainda por cima, é o campeonato que revelou os dotes gerenciais do Napoleão de Pierrefort para o mundo.

Ao que parece, o futuro da promoção da categoria ficará nas mãos da Eurosport Events/KSO mesmo, com a veiculação da categoria atrelada ao conglomerado televisivo francês. O que, se por um lado, é um bom indicativo de que a modalidade terá uma promoção competente -o que não vinha sendo pela turma da North One, principalmente nos últimos anos- por outro, deixa dúvidas com relação ao futuro da outra categoria internacional de rali que o canal promove, o Internatinal Rallye Challenge. Existe um rumor insistente rolando na Europa de que o IRC seria fundido com o ERC, o campeonato europeu de rali, em 2013, mas até o momento nada foi confirmado.

Com relação ao WRC, seria uma volta da promoção da categoria para o continente europeu depois de tantos anos se voltando apenas ao arquipélago britânico. Um fator reclamado até por gente como Sebastien Loeb, que putro dia declarou que um país como a França, com uma equipe totalmente francesa (2 pilotos de ponta) dividindo quase todas as vitórias da temporada, simplesmente não viu o WRC pela televisão. Um país como a Alemanha também tem cobertura limitada, a ponto da BMW quase se arrepender de ter investido na categoria e abandonar tudo nesta inter-temporada… Pode ser uma boa, também, para forçar uma maior atenção para mídias não convencionais, como a internet, largada pela gestão anterior…

O fato é que, se Jean Todt não estiver num momento Patrícia Amorim, chamando entrevista coletiva para informar ao mundo que não tem nada para informar, provavelmente teremos algum tipo de novidade positiva com relação ao WRC. O que, por parte da FIA, há muito tempo não acontece. Logo mais volto comentando a entrevista e as novidades.

19/01/2012 / Marcio Kohara

Under pressure!

… That burns a building down / Splits a family in two / Puts people on streets (Queen e David Bowie)
Jari-Matti Latvala foi o protagonista do primeiro dia de Rally Monte Carlo, disputado nesta quarta-feira. Pelo menos pelo lado negativo -já que pelo positivo a performance de Sebastien Ogier em 4º mesmo com um Skoda Fabia Super 2000 precisa ser exaltada. O finlandês da Ford dominou o dia de competições, mas bateu e capotou na quarta especial e foi obrigado a abandonar. Pior ainda para ele e para as suas ambições de campeonato, não poderá se juntar novamente à caravana já que o SuperRally, ou Rally2, não estará disponível para este rali, ou seja, está fora de Monte.
O fato é que Jari-Matti, mais uma vez, mostra que é um piloto absurdamente rápido, mas que não sabe, ou não consegue, completar as provas. Há um mote em Monte Carlo: quem anda sempre no limite em Monte, acaba passando dele. Nesta quarta-feira vimos exatamente isso acontecer com Latvala nos Alpes franceses. O finlandês liderou assumiu a liderança ao final do turno da manhã e fecharia o dia na liderança da classificação geral se não tivesse cometido o erro na última especial. Mas cometeu um erro crucial e acabou ficando de fora do rali.
Afobação? Falta de experiência? Não deveria ser, apesar deste ter sido a estréia dele como primeiro piloto da equipe Ford oficial. Só que Jari-Matti está em sua sexta temporada em alto nível no WRC, a quinta defendendo a equipe principal da Ford e quatro anos depois de bater o recorde de Henri Toivonen e se tornar o piloto mais jovem a vencer no WRC. Claro, Latvala é jovem, tem 26 anos de idade -completa 27 em abril-, o que para os parâmetros do rali é uma idade baixa para um piloto com tanta bagagem.. Mas o piloto da Ford precisa achar um meio termo entre a velocidade pura e a consistência.
O fato é que a M-Sport tem tido uma paciência admirável na condução da carreira do jovem de Toysa. E trabalhou pacientemente para que este momento chegasse, o momento em que Latvala assume o posto de primeiro piloto e passa a ser o cara para brigar pelo títulos para a Ford. De fato, velocidade não falta. Mas falta consistência para terminar os ralis sem acidentes e transformar a velocidade do início dos ralis em pontos.
Por exemplo, no ano passado Mikko Hirvonen fez uma temporada fraca em termos de velocidade. Frequentemente superado por Latvala e por Ogier. Mas foi o único que chegou à última etapa do Mundial com chances de tirar o título de Loeb. Por que? Porque Hirvonen fechava os ralis e somava pontos -teve apenas um rali em que não chegou entre os cinco primeiros, na Grã Bretanha, quando abandonou e ficou sem chances de título-, enquanto Latvala teve uma série de seis ralis com dois pódios e as quatro ralis comprometidos por acidentes. Claro, Latvala tem evoluido. Na mesma temporada passada, teve duas séries de quatro ralis conseguindo resultados positivos -chegando no pódio, ou abrindo mão dele para beneficiar Hirvonen, como aconteceu na França. Antes o máximo que havia conseguido era uma sequência de dois pódios. Mas isso ainda não é suficiente para fazer frente a Sebastien Loeb -e agora a posição de Latvala demanda sequências ainda maiores de pódios e vitórias.
Claro, Latvala pode ter se sentido pressionado a conseguir algum resultado expressivo, até para mostrar a Petter Solberg -recém chegado à equipe e com o status provisório de 2º piloto- e aos jovens Ott Tanak e Mads Ostberg -tratados como prospectos promissores pela M-Sport- que ele manda no recinto. O problema é que não deu certo e agora quem se encontra na linha de fogo é ele.
O fato é que Jari-Matti terá que mostrar resultados e consistência em breve, ou corre o risco de ser relagado ao posto que ocupava anteriormente na equipe, de segundo piloto, trabalhando por Petter Solberg. Ou, num ato extremo, também pode até ser degolado pela equipe, não tendo o contrato renovado no final do ano. Seria uma pena ver um piloto ser trabalhando por tanto tempo e não virar nada. Mas, pela demora que Latvala está tendo para evoluir, não seria um desfecho tão absurdo assim.
18/01/2012 / Marcio Kohara

Guia de mídia – WRC – Monte Carlo

Nesta quarta-feira começou a temporada 2012 do Campeonato Mundial de Rali da FIA, o WRC. E começa da melhor forma possível, com o Rallye Monte Carlo voltando a receber a abertura da temporada. É a volta do rali mais popular do mundo ao principal campeonato de rali do mundo. Claro que a pergunta que fica é como é que deixaram Monte sair do campeonato -e a resposta é a politicagem da FIA, em conjunto com a pouca abertura do promotor…
Os fãs esperam que este seja um dos pontos de partida para tempos melhores do Mundial. Pelo menos melhor que a inter-temporada, que viu crises graves acontecerem e serem remediadas. Primeiro foi a indefinição sobre a permanência da Ford no Mundial, depois foi uma novela mais dramática sobre a permanência da Mini e, por fim, a crise da mudança do detentor dos direitos promocionais da categoria que quase comprometeu a disputa da abertura da temporada. Já que a inglesa North One não pôde cumprir as exigências da FIA, o canal francês Eurosport (também promotor do Mundial de Turismo -WTCC- e do International Rallye Challenge -IRC) assume, pelo menos temporariamente, a promoção do WRC -e deve fechar um contrato de pelo menos três anos com a FIA, é o que indicam os rumores.
Isso significa que existem alguns percalços midiáticos ainda não totalmente resolvidos, como a indefinição sobre como e quem transmitirá o Campeonato na televisão, como ficam as questões dos patrocínios já pagos ao antigo promotor, os contratos com fornecedores, como o de cronometragem com a Stage 1 Technologies, além das mudanças de hábitos, como a não utilização, neste primeiro momento, do website oficial da categoria, o wrc.com -que, se não é o site mais eficiente do mundo, pelo menos trazia as informações relativamente em organizadas. Mas, claro, nada que irá prejudicar a realização do evento em si, mas o acompanhamento dele pelo público. Mas deixo algumas sugestões para acompanhar o rali.

As crises estão (relativamente) resolvidas e tudo o que os fãs querem, depois de uma inter temporada complicada dessas é carro da pista, não é mesmo? Então, pé da direita a postos e olhos e ouvidos atentos. O campeonato começa em 5, 4, 3, 2…

Onde acompanhar:

Live Timing:

Citroen Racing (recomendado)

Best of rally

Televisão (ao menos o Rallye Monte Carlo): Canal por assinatura Speed: especiais de meia hora a cada dia do rali (ainda sem horário definido) com comentários de Thiago Alves. Programação.

WebRadio: worldrallyradio.com – programação diária durante as especiais, em inglês

Twitter oficiais: @citroenracing @fordwrc @minimotorsport @prodrive

Twitter não oficiais (informações):
Em inglês: @maxrally @paddocknews @voiceofrally @MudSnowandTar
Em francês (e inglês): @traxx_wif @planetemarcus
Em português: @tazioautosport @rallymaniapt @speeder_76 @thiagoalvescar

 (trecho de serviço da coluna do Tazio desta semana. Veja a apresentação mais detalhada da temporada, com as novidades das equipes, características de Monte e favoritos clicando aqui)
17/01/2012 / Marcio Kohara

Quatro anos de saudades e uma volta comemorada

Semana de Rallye Monte Carlo. A volta de Monte ao WRC. Faz muito tempo. Fazem quatro anos. Da última vez que tivemos Monte no Mundial, tivemos Petter Solberg defendendo uma equipe oficial, tivemos a Prodrive em ação gerenciando o programa oficial de rali uma montadora mão de vaca, tivemos a última vitória de Sebastien Loeb em Monte…

Mas espere… Já são quatro anos. O intervalo, que nunca deveria ter acontecido, foi muito longo enquanto durou. Seria o mesmo que a Fórmula 1 deixar Spa-Francorchamps e Mônaco ao mesmo tempo. E a FIA, sob a tutela de Max Mosley, o Hitler de Londres, nem brigou pela presença de Monte… Tristes momentos. Felizmente Jean Todt é um cara que entende do riscado e, até por ser oriundo da modalidade, sabe da importância de Monte para o WRC -da mesma forma que sabe da importância de um Mundial de Endurance/Esporte-Protótipos. Vida longa ao Napoleão de Pierrefort.

Pois bem. Mas falemos da volta da Mini a Monte. Isso já aconteceu uma vez. Foi em 1994, nas comemorações dos 30 anos da vitória de Paddy Hopkirk, a primeira das três da marca inglesa no sagrado templo do rali mundial. Mas foram em condições especiais, não oficialmente, como desta vez. Naquela ocasião, a Mini, obviamente, não voltava para brigar por vitórias, mas fazia uma aparição especial, com homologação renovada, apenas para mostrar que os anos não foram capazes de apagar o brilho e o carisma do pequenino carro inglês. E de fato não foram, com os carros ingleses sendo ovacionados a cada especial que aparecia.

O Top Gear, ainda em sua primeira formação, fez uma bela matéria contando os percalços do neozelandês na volta do mítico carrinho inglês. O vídeo pode ser acessado aqui:

PS. O vídeo foi publicado pelo ótimo iRally, exclusivo para gadgets iOS, mas feitos pela mes,a tirma do World Rally Radio, o que significa que os artigos mais relevantes podem ser encontrados na página do Facebook dos caras.

12/01/2012 / Marcio Kohara

Apagando incêndios

É… Começou o ano. E nem pra todo mundo o ano começa bem. Por exemplo, é a segunda vez que eu escrevo esse post -o wordpress comeu o post e eu não tinha becape [NR por isso que o urso da montanha sempre diz pras criancinhas fazerem becapes]. Enfim, como o amigo do Col não tem nada a ver com isso e acho que eu podia começar o ano num astral melhor, não vou me estender com isso… Mas, já vou avisando, o astral do texto não melhora muito.

Confusão é a palavra-chave deste começo de ano. Por exemplo, temos confusão no Dakar, que hoje teve uma etapa cancelada por causa do mau tempo entre Fiambalá e Copiapó, na etapa que marcaria a despedida da caravana do rali do território argentino. Mas a confusão citada não tem a ver com isso. Quer dizer, até tem um pouco, mas não é o foco do texto. O problema do Dakar é a tradicional organização pouco cuidadosa de um evento complexo feita pela ASO. Neste ano, mais uma vez, um competidor morreu na disputa do rali. Ok, teve um ataque cardiaco durante a especial, mas serviu pra imprensa pseudo-especializada já batizar o rali, mais uma vez, como o rali da morte… Não surpreende, nessa época que os caras tratam o Dakar como a Copinha (Copa São Paulo de Futebol Junior) do automobilismo, dando espaço pra uma categoria que ninguém dá bola só porque o filé não gera as notícias necessarias pra se cumprir a meta de acessos do dia.

Outro foco de confusões é o WRC, que enfrenta uma crise sem tamanho na parte de promoção do campeonato. Desde o começo do ano, só se ouviam notícias dando conta da situação dificil da categoria e da crise dos promotores. Felizmente, com a rescisão do contrato com a antiga promotora, a North One, parece que a crise foi contornada e as coisas vão andar agora, com um acordo com a Eurosport engatilhado. Assim, destrava um fator importante para o financiamento da categoria -mas ainda precisa de uma confirmação oficial de qualquer uma das partes.

No caso da Mini, a crise também foi debelada -da mesma forma que um incêndio na fábrica da Prodrive foi debelado no começo desta semana. A equipe correrá apenas com um carro oficial -e outro ‘alugado’, caso de Pierre Campana em Monte Carlo, Patrik Sandell na Suécia e muito provavelmente Armindo Araújo em Portugal-, em sete etapas do Mundial (incluindo duas saídas obrigatórias do continente europeu) e terá a possibilidade de inscrever a homologação de chassi e motor e as equipes satélites para esta temporada. Se a desculpa da Mini era a falta de cobertura no continente europeu, com o acordo com a Eurosport as desculpas acabam e a BMW deve investir mais na parceria com a Prodrive no futuro. É o que se espera.

E, por fim, a Fórmula 1, que não vive uma crise global, mas tem os seus problemas pontuais. Como é o caso da realização das etapas na Espanha, que vive uma séria crise economica e pretende renegociar os contratos de suas duas corridas em território ibérico, ou do lamentado rodízio entre os GPs da França e da Bélgica. E, em casos mais pontuais, como o da Williams, que vai vivendo o seu calvário e tentando arranjar uns trocos para vender a segunda vaga na equipe. Adrian Sutil parece ter sido descartado por seus problemas com a justiça chinesa, mas tudo o que se sabe é especulação.

Tomara que as coisas se acertem no atuomobilismo. Aqui no Col, depois de um começo de ano meio conturbado -ou não, afinal este é o primeiro post do ano-, a gente retoma a programação normal. E a vida segue.

Feliz ano de 2012 a todos.

31/12/2011 / Marcio Kohara

[Vídeo]: Reveillon? Que nada. O que importa é o Dakar

Último dia do ano e todo mundo separando as roupas brancas para cantar que o ano novo chegou à meia-noite, certo? Bom, nem todo mundo. Certamente em Mar del Plata o pessoal só pensa no evento que começa logo pela manhã, a 33ª edição do Rally Dakar.

Neste ano o Dakar terá algumas novidades. Como a inclusão do Peru como o destino da grande aventura humana. E outra é que o Dakar não terá a largada e nem a chegada em Buenos Aires, como acontecia desde 2009, quando o evento se transferiu para a América do Sul. Ou seja, nesta edição o rali ligará um lugar a outro, diferente do que aconteceu até agora.

Neste domingo, teremos apenas a disputa de uma especial pequena, de 57 quilômetros, apesar da ligação já ser digna de uma especial normal de Dakar (cerca de 760kms, completando o deslocamento total de 800kms). No fim, em média os pilotos se deslocarão cerca de 8400km, sendo 4200km cronometrados.

Há uns quinze dias fiz um pequeno preview no Tazio, indicando características e eventuais favoritos. Desde então, David Fretigne desistiu da disputa, ainda sob efeito de um sério acidente sofrido no Rali dos Sertões, onde sofreu diversas fraturas.

Enfim, para dar uma esquentada no clima para o Dakar, deixo dois vídeos feitos na preparação daquela que é considerada a favorita para a conquista da vitória na categoria carros, a Mini (aproveitando o vácuo que a ida da Volkswagen para o WRC deixa no evento). Enjoy.

28/12/2011 / Marcio Kohara

Comerciais 2011 parte 2 – para compensar, os melhores do ano

Para compensar aquilo que foi postado na segunda-feira (peço perdão por ter feito essa maldade com as pessoas logo depois do Natal), coloco também alguns virais bem legais que sairam nesse ano.

A Mercedes quer tentar fazer você se esquecer de seu passado humilde, já que foi a sucessora da Brawn. E tem feito anúncios bem legais para tentar se redimir destes tempos de dureza. Tem dois comerciais bem legais lançados neste ano. O primeiro é um filme em que Nico Rosberg e Michael Schumacher trocam gentilezas até que um elemento surpresa manda um recado para ambos.

E o outro é a aparição de ambos os pilotos numa situação curiosa, sendo escolhidos por um casal em trabalho de parto que tem o carro quebrado no meio do caminho para o hospital.

Outro vídeo legal é um da Vodafone, que tem os pilotos da Mclaren, Jenson Button -mostrando que a má qualidade dos comerciais da Head & Shoulders é por culpa dos roteiristas- e Lewis Hamilton armando a barraca no inverno londrino… er… Isso ficou estranho, mas a ideia do comercial da Vodafone é interessante.

E também tem a Red Bull fazendo o que sabe fazer de melhor, com um viral anunciando o GP dos Estados Unidos, botando David Coulthard para passear com o bólido da equipe campeã na cidade de Austin. Vale a pena ver:

Enfim, até a próxima pessoal!

27/12/2011 / Marcio Kohara

Comerciais 2011 -ou porque o vídeo do Button não é tão ruim assim

Muito bem, depois do Natal, o peru e o tender ainda tentam escapar por vias pouco tradicionais, mas seguimos com nossa programação de férias aqui no Col.

Ganhou notoriedade na última semana o comercial do Jenson Button pro xampú Head & Shoulders. Afinal, ficou no primeiro lugar na lista de piores aparições de celebridades em spots comerciais do ano na televisão inglesa, na lista feita pelo site Campaign. Não é pra menos. O comercial é bem ruim. Não chega nem aos pés da aparição mítica do goleiro Marcos na campanha da Della Via Pneus, mas é bem ruim sim. Vale a pena dar uma olhada.

O que talvez você não saiba é que a campanha da Head & Shoulders é mundial. E escolheram um conhecido para fazer a versão alemã da campanha.

Claro, não será lembrado como o melhor comercial do mundo, mas não chega nem próximo de ser tão bizarro quanto outras campanhas da mesma marca. A campanha americana é um exemplo. Duvida? Vou deixar alguns links 1 2 3 4. Só explico que Troy Polamalu é um famoso jogador de defesa do futebol americano (joga no Pittsburgh Steelers, um dos grandes times da liga) e é conhecido por sua cabeleira (que foi segurada por um milhão de dólares). Mas não faça piadas sobre isso, porque o cara é meio violento… E, por fim, a versão espanhola da campanha estrelada pelos pilotos não é estrelada por um espanhol (acho que não convenceram o Alonso a usar o xampú na sombrancelha). Mas o tenista Fernando Fiasc…er… Verdasco dando uma de galã também é bem ridícula.

Mas, claro, estamos aqui para falarmos de automobilismo. Então, vale a pena lembrar de algumas aparições medonhas de pilotos e equipes na mídia. Lembro duas.

Uma é a famosa. Quem não se lembra da famosa aparição de Mark Webber cantando e promovendo a marca Canberra Milk de leite longa vida? Prepare o seu ouvido (com algodão ou protetor auricular) e cante com ele: ‘Aaaaa-a-a-a-a’ (tem outra versão da série, mas essa destacada é melhor)

A outra é mais obscura. Para mostrar os tempos difíceis que a Brawn viveu, mesmo tendo sido a única equipe da história da Fórmula 1 com 100% de aproveitamento na categoria (um campeonato e um título de pilotos e construtores), basta ver esse viral que a equipe topou fazer para o banco de investimentos MIG. Digno de filme Z.

Enfim. Po-po-por ho-hoje é só pe-pe-pessoal! (voltaremos com mais textos de nosso plantão de fim de ano. Prometo)

24/12/2011 / Marcio Kohara

Vídeo: Por que o bom velhinho é tão rápido?

Muito bem, um post natalino para a data de hoje, véspera de Natal.

Você sabe como o Papai Noel aparece em tantos lugares. Parece que é ao mesmo tempo, mas não é. E existem milhares de teorias de como o Papai Noel aparece em tantos lugares ao mesmo tempo. Seria porque Rudolf a rena do nariz vermelho, tem o nariz vermelho por ter usado substâncias estimulantes, porque o trenó do bom velhinho é bem rápido como um carro da Red Bull (a piada ficava melhor quando a Ferrari dominava o cenário da Fórmula 1, mas ainda vale), porque Nicolau tinha bom coração e a bondado o fazia andar ainda mais rápido. Que seja. Mas sempre havia uma teoria bizarra que justificava a velocidade do Papai Noel.

Pois bem. Aqui temos uma prova real do que faz o bom velhinho andar tão rápido. É porque ele pega carona com um WRC. Não acredita? Então quero ibagens. Poe na tela, produção!

(PS. O piloto do vídeo é o húngaro Fryges Turan, que chegou a marcar pontos no Rali da Bulgária que fez parte da temporada 2010 do WRC)

23/12/2011 / Marcio Kohara

O fim de uma novela. O caso Mini

Bom, fumaça branca no caso Mini, no WRC. Ficou definido que a Mini corre neste ano apenas com Dani Sordo, sendo que o segundo carro da equipe será sempre ocupado por um piloto pagante. Em Monte Carlo, a chamada ‘casa espiritual’ da Mini, corre Pierre Campana como piloto designado para marcar pontos para a equipe oficial junto com o espanhol. Já Kris Meeke, que tem contrato até 2013 com a BMW, ficará neste ano como piloto reserva.

Claro que não foi bem como todos esperavam. Todos esperavam a chegada da Red Bull como patrocinadora da equipe e que a Prodrive conseguiria fazer o programa completo. Porém, a Red Bull segue na Citroen no próximo ano e se diz que deve pular para a Volkswagen a partir de 2013, então um patrocinio para a Mini para 2012 seria redundante. Agora, a Prodrive tenta fazer com que a equipe oficial brilhe durante a temporada para arranjar algum outro patrocinador. A BMW já tinha avisado que iria manter o mesmo nível de investimento da temporada anterior, e ainda tem o problema da promoção do WRC que tá pegando. Dependendo de como se resolver a novela, os bávaros poderiam matar o programa antes mesmo dele mostrar resultados. Seria uma pena. Um projeto que parece ter capacidade de dar bons resultados.

Por outro lado, a solução encontrada destrava a vida de muita gente que tinha na Mini a esperança de fazer a temporada do Mundial. Gente como o português Armindo Araújo e os brasileiros Daniel Oliveira e Paulo Nobre, que tem acordos engatilhados com a Prodrive e aguardavam a confirmação da equipe oficial para poder inscrever as suas equipes no Mundial (diz-se que Palmeirinha já tinha inscrito a sua equipe porque tinha um acordo com a Ford também, para o caso da Mini não aocnseguir entrar). Palmeirinha corre a tmeporada toda com um Mini da Motorsport Italia ao lado de Armindo Araújo, enquanto Daniel Oliveira começa a temporada a partir da Suécia com a sua Brazil WRT.

Bom, mas o melhor de tudo é que pelo menos esta novela acabou e teremos campeonato. Ainda não tá 100% certo como será a promoção do WRC, mas a North One jura que não está em administração e que será capaz de realizar um bom trabalho na geração de imagens de Monte Carlo. Tomara, principalmente porque a Eurosport fez um trabalho fenomenal nas últimas temporadas e Monte foi transmitido quase que em sua totalidade na televisão, ou seja, o nível subiu. Enquanto isso, o WRC não consegue nem viabilizar uma transmissão via streaming de algumas especiais, o que seria o mínimo. Esse enrosco da North One teria causado uma má impressão na cúpula da BMW, que teria segurado alguns investimentos. Mas até onde se sabe, nunca foi a intenção dos bávaros serem os principais investidores da equipe do WRC.

E, claro. Com o fim da novela Mini, podemos partir para as férias. Este blog entra em regime de plantão, pelo menos até o dia 3. Mas quase todo dia tem post programado, então a minha falta não será percebida, acho.  De toda a forma, se não nos encontrarmos por aí, Feliz Natal, boas entradas e um ótimo 2012 a todos.